quinta-feira, 28 de maio de 2009

perder...

Ao perder-te eu a ti
tu e eu teremos perdido.
Eu, porque tu eras
o que eu mais amava;
tu, porque era eu
que te amava mais.
Mas, de nós dois
tu perdes mais do que eu.
Porque eu poderei amar a outras
como amava a ti,
Mas a ti não te amarão mais
do que te amava eu!


(Ernesto Cardenal)



sexta-feira, 15 de maio de 2009

a vida é rara...

"Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal,
eu finjo ter paciência.
Enquanto o mundo acelera e pede pressa,
eu me recuso, faço hora, vou na valsa, eu finjo ter calma.
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de calma,
mesmo quando tudo pede um pouco mais de alma
a vida não para(...)
A VIDA É TÃO RARA.
Será que é tempo que nos falta para perceber,
será que temos esse tempo para perder..."

(Milton Nascimento)

domingo, 10 de maio de 2009

cássia...especiaria...


Embora estreitamente relacionada com a canela, e freqüentem ente com ela confundida, a cássia é originária da Birmânia (muito distante do local de origem da canela, o Sri Lanka). Já era usada na China em 2500 a.C. e chegou à Europa pela velha rota das especiarias do Oriente.

Tal como a canela, a cássia é a casca de um loureiro perene, extraída dos ramos finos e seca ao sol para formar os chamados paus de cássia. Estes são maiores e mais grosseiros do que os paus de canela e seu sabor é doce e aromático, embora seja descrito como uma espécie mais grosseira da canela. As folhas têm o mesmo sabor e podem ser utilizadas como aromatizante, semelhante ao que ocorre com as folhas de louro. É mais barata do que a canela, o que faz dela um substituto popular.

Seus botões assemelham-se um pouco ao cravo e são úteis quando se pretende um leve sabor de canela.

Usos
A cássia é geralmente utilizada em pratos salgados, enquanto a canela é preferivelmente utilizada em doces. É um dos ingredientes do "pickling spice" e das "cinco especiarias chinesas".

Vai bem em picles, relishes, molhos de tomate e carnes recheadas.

pq ser mãe é a MELHOR COISA QUE EXISTE...

sábado, 9 de maio de 2009

música


JEITO DE MATO
(Paula Fernandes)

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
Onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória
E acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

sobre adormecer...

de tudo durante a vida
sempre valerá a pena
todo perder,
todo ganhar
todo partir,
todo ficar
todo encontro,
todo desencontro
todo choro,
todo riso
a vida é mesmo isso
mesmo que a gente não veja
há tempos de cegueira passageira
em que os olhos serão esquecidos
mas por todo sonho que será sonhado
valerá à pena ter adormecido ...

- Cáh Morandi -


eu..foco inútil...

"Mas eu, em cuja alma se refletem

As forças todas do universo,

Em cuja reflexão emotiva e sacudida

Minuto a minuto, emoção a emoção,

Coisas antagônicas e absurdas se sucedem —

Eu o foco inútil de todas as realidades,

Eu o fantasma nascido de todas as sensações,

Eu o abstrato, eu o projetado no écran,

Eu a mulher legítima e triste do Conjunto

Eu sofro ser eu através disto tudo como

ter sede sem ser de água."

Álvaro de Campos

domingo, 3 de maio de 2009


"Você é sempre um poema, algo que evoca ao bem, a verdade, a um certo mistério, um ar de melancolia. Algo juvenil, pueril, mas com uma lascívia profunda a espera de ser libertada. Inacabada, versos brancos, com alguns rabiscos, algumas mudanças, mas inebriante, vestida de tomara que caia, com rosas colombianas vermelhas aos pés, exalando um perfume que toma conta, quase palpável, e um olhar de sacerdotisa egípcia que pode ser Nefertiti ou quem você quiser, porque você pode ser todas e nenhuma sempre."

-Gabriel Villaça-